O Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Camilo Calandreli, teve a oportunidade de acompanhar um ensaio do Grupo Corpo. Foto: Divulgação

A Secretaria Especial da Cultura vai percorrer diversas cidades do Brasil para ouvir entidades e pessoas ligadas ao setor cultural. O trabalho será realizado pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), responsável pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. Belo Horizonte (MG) sediou a primeira visita, realizada nessa quarta (11) e quinta-feira (12) pelo secretário da Sefic, Camilo Calandreli.

Em sua primeira agenda, na quarta-feira, Calandreli visitou a Orquestra Filarmônica do estado e sua sede, a Sala Minas Gerais. Inaugurada em 2015 e projetada especialmente para sediar a orquestra, o espaço é referência em música clássica na capital mineira. No mesmo dia, Calandreli também conheceu o trabalho de uma das mais premiadas companhias de dança brasileiras, o Grupo Corpo. Na visita, o secretário informou que a Sefic está trabalhando em uma nova Instrução Normativa para a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com objetivo de dar mais fôlego ao setor cultural.

“O Grupo Corpo tem 45 anos de história, que se transformaram em referência quando se fala na dança brasileira em todo o mundo. Da mesma forma como acontece com outras companhias e instituições, nós sabemos que a Lei Federal de Incentivo à Cultura é fundamental para que essa instituição possa seguir em frente”, afirmou Calandreli. “Enxergamos a produção de cultura como um dos pilares da economia brasileira, com enorme potencial de geração de emprego e renda”, completou.

O secretário também se reuniu com a direção da Casa Fiat de Cultura, referência em artes visuais, e participou da solenidade de lançamento da “Rede de Cidades Criativas de Minas Gerais”, iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O objetivo da rede é fomentar a integração entre cultura e turismo no estado, articulando a participação e a cooperação entre as cidades que reconhecem a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento sustentável.

Novos rumos

O Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Camilo Calandreli, explica as novas diretrizes à Sub-Secretária de Cultura de Minas Gerais, Rute Assis e ao Secretário Adjunto de Cultura e Turismo, Bernardo Brandão, em reunião no BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Foto: Divulgação

Na quinta-feira (12), Calandreli se reuniu com a subsecretária estadual de Cultura, Rute Assis, e o secretário adjunto de Cultura e Turismo, Bernardo Brandão, além da direção da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Durante os encontros, o secretário explicou as novas diretrizes da secretaria e conheceu iniciativas e projetos locais.

“Um dos principais pontos da nossa gestão é trabalhar a divulgação dos produtos culturais brasileiros. É importante que se valorize a identidade nacional, o artista. Há muita arte sendo produzida no Brasil. Nós temos um acervo muito valioso e que, nem sempre, é divulgado corretamente. Muitos ficam no anonimato. O Brasil tem potencial para produzir e exportar arte de qualidade”, destacou.

Calandreli também foi recebido pela presidente da fundação Clóvis Salgado, Eliane Parreiras, e conheceu outros projetos e instituições mineiras, como o Cine Theatro Brasil Vallourec e o Instituto UNIMED BH. Para fechar o dia, assistiu a concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com a participação da cantora lírica Eliane Coelho.

Segundo o secretário, Minas é um centro de excelência cultural. “A arte produzida no Brasil e no estado de Minas Gerais é de um nível técnico fantástico, não fica atrás de ninguém. Nossa matéria prima é valorosa e Belo Horizonte é uma cidade singular, onde você encontra de forma abundante e com extremo bom gosto as mais variadas manifestações”, observou. “Em Minas, temos uma pluralidade artística e folclórica imensa, cada região do estado produz e contribui demais para a formação de nossa identidade nacional. Tem a verdadeira música caipira de raiz, que remonta à época dos tropeiros, o congado no sul do estado, a folia de reis e a arte sacra nas cidades históricas, além da cultura das lavadeiras no Vale do Jequitinhonha, uma das maiores riquezas populares brasileiras”, concluiu.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura


Fonte: Cultura