A Secretaria Especial da Cultura divulgou o resultado final do Prêmio de Incentivo à Publicação Literária, 200 anos de Independência – que será celebrada em 2022. Ao todo, foram selecionadas 20 obras literárias. Cada um dos vencedores receberá R$ 30 mil – totalizando R$ 600 mil em premiação. O resultado final do concurso foi publicado nesta sexta-feira (27), no Diário Oficial da União. Veja aqui a lista completa com as obras selecionadas.

Segundo o secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, a premiação é um estímulo à cidadania. “Abordar a temática dos 200 Anos de Independência é uma excelente forma de promover e incentivar uma literatura que reflita a história e cultura do povo brasileiro, incentivando e fortalecendo a cidadania”, disse. Alvim ainda destacou a importância destas ações para movimentar o setor literário. “Além disso, essas premiações também ajudam a movimentar o mercado literário, com o lançamento de livros de qualidade que podem auxiliar na formação de novos leitores e também de quem já tem o hábito da leitura”, concluiu.

Devido à importância do tema, a Secretaria Especial da Cultura planeja lançar outros editais semelhantes até 2022, buscando inovar em relação ao formato e gênero das obras. Para 2020, a proposta é selecionar ensaios literários sobre os 200 anos da Independência. Segundo o secretário da Economia Criativa, Reynaldo Campanatti, “no âmbito das políticas públicas para o setor do livro e da leitura, é estratégico estimular a criatividade e a produção dos autores de todo o Brasil, assim como a promoção de suas obras”.

Nota máxima
Uma situação inusitada ocorreu no final da seleção do Prêmio de Incentivo à Publicação Literária: os cinco primeiros colocados obtiveram a nota máxima possível para este prêmio. Diante do empate técnico, de acordo com as normas do edital, foi necessário fazer um sorteio para decidir a colocação de cada um deles. Deste modo, Guilherme Campos de Macedo, do Rio de Janeiro, ficou na primeira colocação, com a obra “A Casa do Grito”.

Tendo como pano de fundo a pintura “O Grito do Ipiranga”, de Pedro Américo, a novela conta a história de um idoso, ex-funcionário do Museu do Ipiranga, uma índia e uma jornalista negra, seu passado e o presente. O autor, que escreveu a obra exclusivamente para concorrer ao edital, acredita que o prêmio pode ajudar na publicação do livro. José Cupertino de Freitas Júnior, vencedor pelo livro “Harmonia dos Álvares”, já tem obras publicadas e vê a premiação como uma coroação do esforço e dedicação à carreira de escritor. Apesar de ser um livro de contos, sua obra conta a trajetória de uma família e de seus integrantes desde a época da independência, tendo a harmonia como fio condutor.

Há também dois livros de poesia entre os cinco premiados com nota máxima: “Versons da Pátria Filho”, de Dilson Solidade Lima, e “Ideário Poético da Independência”, de Ronaldo Henrique Barbosa Júnior. Segundo Dilson, que já possui outras obras de poesia publicadas, o prêmio é uma espécie de trampolim para novos autores terem seu trabalho divulgado para o grande público. Já para Ronaldo, de apenas 23 anos, o prêmio, tanto pela qualidade das obras selecionadas, quanto do comitê de seleção, é um indicativo da qualidade de seu trabalho e, portanto, de que está no caminho certo como escritor.

Processo de seleção

Ao todo, 132 livros inéditos de todo o País, com mais de 49 páginas, foram habilitados e participaram do processo de seleção. A comissão técnica foi formada por 12 especialistas da área e professores universitários renomados, que tiveram a responsabilidade de ler todas as obras e avaliá-las, segundo critérios como criatividade e originalidade, qualidade literária, clareza e objetividade e contribuição à cultura nacional. Além disso, uma pontuação extra era concedida aos autores que apresentassem, no momento da inscrição, uma carta de manifestação de interesse de Editora em publicar da obra.

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura


Fonte: Cultura