Foto: Divulgação/Ibram

Brasília/DF – Com áreas construídas no século XVIII para defender Paraty (RJ) de possíveis invasores, o Forte Defensor Perpétuo foi reformado em 1822 e virou museu no século passado. Com vista privilegiada da cidade, ele é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cidadania, e recebe mais de 500 visitantes por mês.

O edifício do Forte preserva com autenticidade a história do Brasil colonial. Ele possui três áreas internas: a Casa do Comandante, a ala do Quartel da Tropa e o Quartel dos Inferiores. Na área externa, há a Casa da Pólvora e a Praça de Armas. De acordo com o diretor do Museu, Julio Cesar Dantas, o sítio histórico é o principal atrativo para os visitantes. “É parte do primeiro povoamento de Paraty e tem toda uma beleza cênica e paisagística”, destaca.

O Forte recebeu o nome atual em homenagem a Dom Pedro I, Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil. O museu proporciona uma verdadeira viagem no tempo. Armamentos de guerra, artefatos caiçaras e peças que remontam ao período escravocrata são grandes atrativos. A vista da baía e o acesso ao mar, também. A preservação e o cuidado tornam o espaço único para quem busca o contato com a história do País. “É um espaço singular. Quando você pensa em monumentos em termos de Brasil, alguns já perderam seu entorno, estão descaracterizados, foram ampliados, já perderam mata nativa em volta. E aqui, tudo isso está preservado”, enfatiza Dantas.

História e acervo

Em 1856, a fortificação foi desarmada pelo então Ministério da Guerra e transferida para o governo provincial. Segundo relatos de visitantes, um regimento de pracinhas foi enviado para guarnecer o Forte durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1957, o Defensor Perpétuo foi tombado pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan, atual Iphan) e restaurado pela mesma instituição na década seguinte. Em 1989, o edifício passou a abrigar o Centro de Artes e Tradições Populares, que abriu ao público exposições sobre a cultura caiçara e suas tradições.

A artilharia exposta na Praça de Armas é composta em sua maioria por peças de ferro fundido, calibre 12 libras, forjadas na Grã-Bretanha durante a segunda metade do século XVIII. Após as Guerras Napoleônicas (1799-1815), os canhões teriam sido vendidos para o Brasil para compor a artilharia de diversas fortificações. Os tachos ou caldeirões para a produção de açúcar, situados no Quartel da Tropa, foram fabricados em Low Moor, nos arredores de Bradford (norte da Inglaterra), a partir de 1789.

A Casa da Pólvora, exemplar raro no Brasil deste tipo de construção, abriga amostras de importantes artefatos da tradição caiçara: as canoas feitas com troncos de árvores. O museu conta ainda com peças provenientes de fazendas da região de Paraty-Mirim, como o tronco de escravos, o carro de boi e os tambores de Candombe. Estes últimos são testemunhos do intercâmbio cultural afro-descendente através do Caminho do Ouro durante os séculos XVIII e XIX.

Serviço:
Localização: Av. Orlando Carpinelli, 440, Pontal, Paraty-RJ
Visitação: De terça a domingo, de 9 às 12h e 14h às 17h.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania
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Fonte: Cultura