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<img class=”croppable” src=”https://img.r7.com/images/lana-del-rey-30112019024823253?dimensions=660×360″ title=”Lana Del Rey” alt=”Lana Del Rey” />
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<span class=”legend_box “>Lana Del Rey</span>
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</a>Foto via Wikimedia Commons O chefe do festival escocês TRNSMT, <strong>Geoff Ellis</strong>, acaba de dar uma declaração polêmica sobre a igualdade de artistas em eventos. Para ele, festivais com mulheres na mesma quantidade de homens ainda vão demorar para acontecer.

Com headliners como <strong>Liam Gallagher</strong>, <strong>Courteeners</strong>, <strong>Ian Brown</strong> e <strong>Lewis Capaldi</strong>, e um total de treze nomes divulgados, apenas duas mulheres fazem parte até agora da programação do TRNSMT: <strong>Rita Ora</strong> e <strong>Little Simz</strong>.

A ‘explicação’ dele para o fato é a seguinte: ‘mulheres precisam tocar mais guitarra e participar de bandas’.

Em entrevista publicada pela <a href=”https://www.nme.com/news/music/trnsmt-boss-geoff-ellis-says-women-need-to-pick-up-guitars-to-get-on-festival-line-up-2579322″ target=”_blank”>NME</a> ele afirma que demorará um pouco até que homens e mulheres tenham exatamente os mesmos 50% de espaço porque há muito menos artistas femininas no mercado. ‘Isto está a frente de qualquer grande festival’, declarou.

Por outro lado, para 2021, ele prometeu devolver ao evento um palco exclusivamente feminino, o <em>Queen Tuts</em>, com a intenção de ‘ajudar mais as mulheres a verem as oportunidades’.
Festivais com mulheres
Este assunto vem sendo discutido há algum tempo na indústria da música e alguns resultados já puderam ser vistos. Recentemente pela primeira vez em sua história o Primavera Sound, de Barcelona, na Espanha, igualou em 50/50 o números de suas atrações homens e mulheres. Alguns dos nomes femininos escalados para o evento foram <strong>Charli XCX</strong>, <strong>Lizzo</strong>, <strong>Christine and the Queens</strong>, <strong>Robyn</strong> e <strong>Miley Cyrus</strong>.

Na Noruega, o Øya Festival 2019 marcou o terceiro ano consecutivo de igualdade no lineup. Entre as atrações estiveram Robyn, <strong>Sigrid</strong>, <strong>Erykah Badu</strong>, Christine and the Queens e mais.

No Brasil, analisando as atrações principais dos dois maiores festivais ainda podemos perceber a falta de espaço para as mulheres. Neste ano a única headliner feminina do Rock in Rio, entre sete nomes, foi a cantora <strong>P!nk</strong>, <a href=”https://www.facebook.com/watch/?v=2410199529228171″ target=”_blank”>que chegou a falar sobre esse assunto com a apresentadora <strong>Titi Müller</strong></a>.

No Lollapalooza, <strong>Marisa Monte</strong>, parte do <strong>Tribalistas</strong>, também foi a exceção num cartaz que destacou <strong>Arctic Monkeys</strong>, <strong>Kings Of Leon</strong>, <strong>Kendrick Lamar</strong>, <strong>Sam Smith</strong>, <strong>Post Malone</strong>, <strong>Lenny Kravitz</strong> e <strong>Twenty One Pilots</strong>. Em 2020, duas das três noites do Lolla terão mulheres fechando o evento: <strong>Lana Del Rey</strong> na sexta-feira e <strong>Gwen Stefani</strong> no domingo.
Fonte: r7 Music