Biografia

Durante o ano de 2015 Myrella voltou ao estúdio para desta vez gravar o EP
intitulado “Sim”, com produção musical do renomado Manoel Barenbein (produtor do icônico disco “Tropicália ou Panis et Circenses”, de 1968). Este EP, com 5 canções, possui duas composições novas de Myrella: “Esse Medo” e “Minha Concessão”. Três covers com novos arranjos completam o trabalho.

A sonoridade do disco é urbana, é metrópole como São Paulo – nacional, internacional, inter-racial, uma capital de multiritmos. A capa do disco tem como fundo a avenida mais conhecida da cidade, a Av. Paulista, que é um “símbolo” de toda a miscelânea. Sobre esta base o trabalho foi moldado com “Maracatu atômico”, de Jorge Mautner e Nelson Jacobina, com toques nordestinos, “Ai, ai, ai, ai ai”, de Ivan Lins e Vitor Martins, um quê de latinidade, e “You don´t know me e London London”, ambas de Caetano Veloso, um mash up das duas canções, num estilo world music, gravado em língua inglesa.

Myrella, desde o álbum anterior “Faces” (2013), apresenta-se dentro de um sincretismo musical que não se enquadra numa única sonoridade. O nome “SIM” para o EP, pede emprestado um trocadilho neste “SINcretismo”, e profudamente quer abraçar toda a positividade, no sentido puro da palavra, visível nos braços abertos de Myrella, expandidos para todos os ouvintes.

Um pouco de história até aqui….
Myrella Nascimento nasceu em São Paulo, capital. Já traz em seu nome o som de três notas musicais: Mi – Re – La. Filha de um pernambucano com uma paranaense morou na Espanha, e desde criança, teve contato com a cultura árabe. Chegou a dar aulas de dança do ventre entre 16 e 18 anos. Essa mistura resultou nesse mix cultural, que ela como artista, traduz em acordes, canto, composições e arranjos musicais.

Suas influências nacionais circulam entre Elis Regina e Tom Jobim, Alceu Valença e Lenine,  Gilberto Gil e Marisa Monte. Já as internacionais contemplam Norah Jones,  Ray Charles, Shakira, Sting, Jorge Drexler, Violeta Parra. A cantora sempre procura imprimir o seu estilo em cada interpretação, deixando uma assinatura única que hoje é reconhecida internacionalmente.

Ela que é citada como a nova promessa da MPB já soma 21 países que tocam as suas músicas, só nos EUA são mais de 40 rádios, e tudo isso  foi conquistado com a chegada de seu segundo álbum “Faces”,  que em um ano de estreia percorreu rádios nos cinco continentes, inclusive, do outro lado do planeta, em Sydney, na Austrália, Myrella entrou para uma das rádios FM mais populares de lá, a 99,3 FM – Northside, e ocupou a 12ª posição entre os 20 álbuns mais tocados pela rádio em 2014. Essa popularidade rendeu uma versão em inglês de sua canção “Rosa Prata”, que virou “Silver Rose”, com participação de Gary Rottger ( Kiss, Cyndi Lauper, Frank Zappa), lançanda apenas digitalmente em setembro de 2014, e que ganhou elogios da dupla de apresentadores da rádio australiana.

As doze faixas de “Faces” destacam as várias vertentes de Myrella, são 11 composições próprias e a regravação do clássico composto por Dorival Caymmi: “Marina”, mas com um arranjo inédito, numa levada jazzística, escrito por ela. Gravado no famoso estúdio Mosh, em São Paulo, com produção musical de Kadu Fernandes, o disco foi finalizado no estúdio Elastic, em Miami (FL), nos Estados Unidos. A mixagem ficou por conta do engenheiro de som, Gustavo Celis que já ganhou oito prêmios Grammy.