Foto: Mauro Vieira/Ministério da Cidadania

Refletir sobre as fronteiras e suas delimitações, ainda que sejam as fronteiras das instituições e das diferentes expressões artísticas, além das territoriais. Este é o objetivo da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba que, ao celebrar 26 anos, traz obras de mais de 400 artistas oriundos de 45 países. A mostra conta com o apoio do Ministério da Cidadania, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – o evento já conseguiu captar R$ 400 mil, dos R$ 3,6 milhões autorizados.

A mostra homenageia os países do BRICS, bloco político-comercial que, além do Brasil, que está na presidência temporária este ano, agrega Rússia, Índia, China e África do Sul. Durante a reunião de ministros da Cultura do BRICS, realizada no dia 11 de outubro nas instalações do Museu Oscar Niemeyer, uma das sedes da bienal, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, destacou a importância do evento.

“Eu gostaria de destacar a realização desta exposição, que é a 14ª Bienal Internacional de Arte de Curitiba. Ela é o exemplo ideal de como a cooperação internacional e a articulação com o governo local podem produzir resultados concretos”, concluiu. Terra ainda lembrou que uma parte da mostra, que estará em exibição em Brasília, fará parte da programação oficial da Cúpula do BRICS, nos dias 13 e 14 de novembro, no Palácio do Itamaraty.

Segundo o diretor-geral da Bienal, Luiz Ernesto Meyer, a forte relação com artistas asiáticos, uma das marcas registradas da Bienal – construída desde a primeira edição, em 1993 –, está ainda mais destacada. “As obras dos artistas dos países do BRICS têm uma presença destacada, estão dialogando com as de outros 443 artistas de 45 países. Esse perfil da Bienal, essa relação próxima com diversas instituições culturais asiáticas, públicas e privadas, fez com que fosse possível organizar a Bienal do BRICS, que tem uma série de artistas da Rússia, da Índia, da China, da África do Sul, e ganharam uma relevância, um destaque bem superior ao que já vinha ocorrendo em edições anteriores”, concluiu.

A mostra está em todos os espaços da capital paranaense, além de contar com atividades em outras cidades brasileiras, como Cascavel, Londrina, Florianópolis e Brasília. Fora do País, o evento tem sede em Buenos Aires e Rosário, na Argentina; em Montevidéu, no Uruguai; em Cheng Du, na China; e em Paris, na França. Ao todo, serão 1.300 espaços ocupados pela Bienal, cujas atividades tiveram início em maio deste ano. A programação se estende até março de 2020.

Curadoria

Segundo o curador Adolfo Montejo Navas, o tema “Fronteiras” faz referência não só a fronteiras físicas, geográficas, humanas, mas, principalmente, às fronteiras da arte. “A arte é uma fronteira em si, é um limiar entre a linguagem e a realidade”, apontou. Nesta edição, a mostra traz uma gama de expressões artísticas, como fotografia, vídeo-arte, instalações, pinturas e esculturas, entre outras.

Para o ítalo-argentino Maximo Scharingella, que trabalhou na curadoria de algumas das exposições da 14ª Bienal, o visitante deve visitar a mostra com o olhar de quem se surpreende. Ao invés de buscar artistas renomados e suas obras, uma possibilidade é deixar-se envolver e descobrir as inúmeras novidades que estão disponíveis em cada uma das exposições e outros eventos. No Museu Oscar Niemeyer, por exemplo, o visitante poderá apreciar instalações de vídeo, descobrir o impacto e a grandeza de projetos de arquitetura e arte na China, além de se deparar com obras de vídeo-arte, entre outras experiências.

Segundo o engenheiro-florestal francês Pierre Hurtevent, a mostra está muito interessante. Fã da arquitetura de Niemeyer, ele foi ao museu para conhecer as obras do arquiteto e se surpreendeu com a bienal. “Está muito boa, muito bonita. E é muito surpreendente encontrar não só as obras de Niemeyer, mas também de artistas asiáticos aqui. É muito, muito interessante”, disse.

Dentre as atividades da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba, diversas são gratuitas. A programação completa pode ser consultada aqui.

Incentivo Fiscal

Por meio do mecanismo de incentivo fiscal, criado em 1991 pela Lei 8.313 – a Lei Federal de Incentivo à Cultura -, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos, exposições, shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural. O valor investido, total ou parcial, é abatido do imposto de renda.

A Lei Federal de Incentivo à Cultura contribui para ampliar o acesso dos cidadãos à cultura, uma vez que os projetos patrocinados devem oferecer uma contrapartida social. Ou seja, eles têm que distribuir parte dos ingressos gratuitamente e promover ações de formação e capacitação junto às comunidades.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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Fonte: Cultura