A Fundação
Nacional de Artes (Funarte) traz seis novidades para a programação cultural do
Ministério da Cidadania. No Rio de Janeiro, os destaques são os espetáculos
teatrais ‘Solano – Vento forte africano’ e ‘Neurinha’, além dos solos de dança que
integram a ‘Trilogia do Feminino’. Na capital paulista, estreiam a coreografia
‘Rituais de Suspeição’ e o show ‘Vivaz!’. E em Brasília, a novidade é o show ‘Porta
do Mundo às Mestras e aos Mestres’. Confira a programação completa:

FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

A Mulher que Cuspiu a Maçã. Foto: Marco Aurélio Prates

Show
‘Vivaz! – Daniel Medina e convidados’
De 4 a 25/9
Endereço: Teatro Eugênio Kusnet – Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – São Paulo
(SP)

O
show Vivaz! mostra canções inéditas do compositor Daniel Medina, que
farão parte do seu segundo álbum. O repertório do primeiro, Evoé!, também
está presente no espetáculo, marcado pela simplicidade, intimismo e pela
influência do teatro. A cada noite da temporada, Medina recebe convidados como
Héloa, Paulo Neto, Arruda, Daniel Perroni Ratto, Gustavo Galo e outros. Daniel
Medina iniciou sua carreira em Fortaleza, onde criou ao lado de dois parceiros
a banda performática Manilha Mundial. Depois de intensa atuação na cena
cultural da capital cearense, radicou-se em São Paulo em 2016. No ano seguinte,
lançou o seu primeiro álbum solo, Evoé!. Em abril de 2018, apresentou o
repertório do disco de estreia em show na Sala Guiomar Novaes, do Complexo
Cultural Funarte SP.
Mais informações

Espetáculo
‘Rituais de Suspeição’
6/9, às 19h
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)

Com 17 anos de
atividade, a Cia Sansacroma reafirma a sua escolha de não atuar dentro dos
padrões e temáticas tradicionais. Sua pesquisa estética compreende e privilegia
o campo da periferia – entendido tanto como espaço geográfico quanto como lugar
social marginalizado. ‘Rituais de Suspeição’ toma como ponto de partida a
reflexão sobre o preconceito e a discriminação raciais no Brasil; sobre a sua
dissimulação pela sociedade; e sobre como os corpos negros assimilam os
comportamentos discriminatórios e podem reagir a eles. Na visão do grupo, que
recebe orientação de pesquisa do sociólogo Uvanderson da Silva, a nossa
sociedade estigmatiza não somente os corpos dos negros, mas, de forma geral, os
daqueles que estão à margem por sua condição social periférica ou comportamento
desviante. A coreografia de ‘Rituais de Suspeição’ transpõe para o palco as
estratégias que esses corpos encontram na sua relação com a cidade, os
expedientes usados para ‘driblar’ os olhares preconceituosos.
Mais informações

Espetáculo
‘Trilogia do Feminino’
De 6 a 8/9
Endereço: Teatro Cacilda Becker – Rua do Catete, 338 – Rio de Janeiro (RJ)

Resultado da
pesquisa realizada nos últimos dez anos, o programa é composto por três solos
de dança: Mulher Selvagem, em cartaz na sexta (6); O Vestido, que
será apresentado no sábado (7); e A Mulher que Cuspiu a Maçã, no domingo (8). Rosa
Antuña é reconhecida como uma das principais artistas de sua geração.
Sua Trilogia do Feminino tem como objetivo estimular a reflexão sobre
o lugar da mulher contemporânea e seu empoderamento, além da conscientização
sobre a busca do equilíbrio entre os gêneros e a importância de se combater a
violência contra a mulher. Em cada um dos solos, a criadora investiga aspectos
diversos da mulher na sociedade contemporânea e expõe – através da dança, da
música e do teatro – suas reflexões, seus receios, faz denúncias e arrebata a
plateia, que oscila do riso ao choro. Mulher Selvagem estreou em
2010; O Vestido em 2013; e A Mulher que Cuspiu a Maçã foi
aos palcos pela primeira vez, na Dinamarca, em 2014. Os três solos têm sido
apresentados em todo o Brasil nos principais festivais e prêmios de circulação
de dança.
Mais informações

Show
‘Porta do Mundo às Mestras e aos Mestres’
7/9, às 19h
Endereço: Teatro Plínio Marcos – Setor de Divulgação Cultural (SDC), lote 2 – Brasília
(DF)
O show Porta do
Mundo às Mestras e aos Mestres mistura ritmos brasileiros, como forró,
samba de coco e outros gêneros musicais. O Teatro Plínio Marcos, no Complexo
Cultural Funarte Brasília, vai receber a banda formada pelos músicos Filipe
Wiladino, Stênio Neves e Rafael Gonçalves para uma única apresentação, dia 7 de
setembro, sábado, às 19h. A banda Porta do Mundo vai contar com a presença dos
dançarinos do Grupo Encanto de Itapoã que estreia seu repertório de músicas
autorais. O show é uma homenagem aos mestres de cultura popular, como a
musicista Martinha do Coco e a criadora do Grupo Encanto de Itapoã, a
candanga-maranhense Eliana Costa, que há quatorze anos sustenta suas
apresentações artísticas apenas por meio da mobilização da comunidade do
Itapoã. O objetivo do evento é fortalecer e consolidar a Festa do Bumba meu Boi
nos espaços formais da cidade, além de valorizar a música autoral, como legado
cultural de Brasília e do Brasil.
Mais informações

Espetáculo
‘Solano – Vento forte africano’
De 7 a 29/9
Endereço: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara, 17 – Rio de Janeiro (RJ)

A montagem reflete
um pouco do lado humano, artístico e político do poeta pernambucano Francisco
Solano Trindade, que faria 111 anos em 2019, caso estivesse vivo. Solano
desenvolveu sua múltipla potencialidade artística com o olhar sempre voltado à
realidade do negro brasileiro. A narrativa evidencia episódios marcantes da
trajetória do artista, como o seu convívio com a atriz Ruth de Souza – amiga
que o abrigava após as manifestações políticas pelos direitos dos
trabalhadores; quando a música Mulher Barriguda, canção de autoria de
Solano Trindade – compreendida como protesto à ditadura militar, foi gravada
pelo grupo Secos e Molhados, em 1973, e durante outros acontecimentos
relacionados à obra do poeta. Dada sua militância política pacífica, Solano é considerado
por muitos o Gandhi da literatura popular brasileira, mesmo tocando em pontos
críticos – dentre eles, a dificuldade de inserção do negro no mercado de
trabalho.
Mais informações

Espetáculo ‘Quem é você?’
Até 8/9, às 16h
Endereço: Funarte MG – Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
A peça, que é uma
criação original, conta a história de Biba, personagem que vive em um armário
aos cuidados de uma enorme aranha, até que um dia decide aventurar-se pelo
mundo. Por marcar a trajetória da infância para a adolescência que, por vezes,
pode ser bastante assustadora para quem a vive, o espetáculo também dialoga com
o universo dos contos de suspense e mistério. No palco, elementos da atmosfera
sombria desses contos se concretizam por meio de cenários e seres fantásticos
criados a partir da composição inventiva dos corpos em cena.
Mais informações

Espetáculo ‘O Aniversário de Jean
Lucca’
Até 8/9
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)
Escrita e dirigida
por Dan Nakagawa, a peça é considerada por seu autor um ‘quase musical’, com
forte influência do Teatro do Absurdo. Questões problemáticas da sociedade e do
sujeito contemporâneos, como a apatia social e a indiferença, são abordadas
pelo texto. No enredo, estão em foco os preparativos da festa organizada por
uma babá para o menino Jean Lucca, filho único de um casal que vive em um
condomínio de luxo em São Paulo. Toda a ação se passa durante esses
preparativos antes da festa, de modo que a babá e os convidados vão se
revelando ameaças à bolha de conforto e acomodação em que vive o casal. Os
estranhos invadem os muros físicos ou subjetivos que o protegem, gerando
incômodos que se manifestam como apatia ou paranoia.
Mais informações

Espetáculo
‘Neurinha’
De 14 a 29/9
Endereço: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara, 17 – Rio de Janeiro (RJ)

A montagem mostra,
com muita diversão, a importância da infância e pré-adolescência através da
rotina de dois irmãos. Clarinha e Paulinho vivem discutindo as ‘neurinhas’
existentes em suas vidas. A peça convida o público a refletir sobre como é
essencial ser criança e curtir esse momento. Neurinha também tem como
proposta incentivar o hábito da leitura. O projeto tem o apoio do empresário e
criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa. Ao final do espetáculo, são
distribuídos gibis para a plateia.
Mais informações

Mostra ‘País Denso: Velaturas’
Até 25/9
Endereço: Funarte MG – Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
A Funarte MG recebe
a exposição ‘País Denso: Velaturas’, de Helena Teixeira Rios.
O conjunto é composto por fotografias, trabalhadas por meio de várias técnicas
e aplicadas com jato de tinta em papel algodão. As imagens foram coletadas
durante a viagem da artista visual a Israel, em 2018. Ela percorreu Jerusalém,
Tel Aviv, Acre, Haifa, Safed, Massada e Nazaré – “locais que remontam ao quarto
milênio a.C”, observa a Helena. “Jerusalém foi destruída pelos efeitos de
guerras pelo menos duas vezes, sitiada em 23 oportunidades, atacada em 52
momentos e capturada e recapturada 44 vezes”, acrescenta. Diante de tal
perspectiva, a artista se viu diante de um problema que, segundo ela, aflige
qualquer fotógrafo “que se aventura na difícil missão de traduzir em imagens a
história de uma determinada localidade”.
Mais informações

Exposição ‘Pequenos Vestígios de
Melancolia’
Até 29/9
Endereço: Funarte SP – Alameda Northmann, 1058 – São Paulo (SP)
Os artistas Andrey
Zignatto, Daniel Jablonski, Kitty Paranaguá, Jordi Burch, Paulo Ferreti e
Renata Pelegrini têm trabalhos expostos sob a curadoria de Cadu Gonçalves,
também artista visual, pesquisador, educador e produtor. Segundo o curador, em
linhas gerais o espectador da exposição encontrará imagens de espaços
esvaziados, que convidam ao seu preenchimento ou pelo menos o sugerem. Podem
ser espaços físicos, imaginários, representações do tempo ou manifestações do
espírito; provocam sempre uma impressão de vazio. Cadu Gonçalves explica,
ainda, que a mobilização do espectador pelas obras cria uma relação que jamais
se consuma na ação efetiva, apenas na contemplação e na espreita. Daí a ideia
de melancolia, presente em todos os trabalhos: marca da constatação de uma
falta, sem qualquer perspectiva da plenitude.
Mais informações

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Exposição ‘Pau, corda, cores e (re)invenções: instrumentos e artesanatos do Carimbó’
Até 8/9
Endereço: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Rua do Catete, 179 –
Rio de Janeiro (RJ)
A mostra traz
referências sobre a forma de expressão que envolve múltiplas linguagens, como a
dança, a indumentária, o canto, o ritmo, a culinária e produção artesanal, que
fica disponível para visitação gratuita até o dia 08 de setembro na Sala do
Artista Popular (SAP). Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua
tradição em quase todas as regiões do Pará e tem se reinventado constantemente.
Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências
culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus
descendentes tem mantido vivo estes aspectos.
Mais
informações

Exposição ‘Arqueologia e Habitantes
da Pré-História’
Até 10/9
Endereço: Museu de Geociências da Universidade de Brasília (UnB) – Campus Darcy
Ribeiro – ICC – Ala Centro – Sala AT 276/18 – Brasília (DF)
A mostra sobre a
diversidade cultural na pré-história está estruturada em dois módulos
temáticos. O primeiro aborda elementos do patrimônio arqueológico do Distrito
Federal (DF) que evidenciam a ocupação milenar do território. Apresenta
artefatos de pedra dos caçadores e coletores da tradição Itaparica, fabricados
há mais de 8,4 mil anos e usados na caça de animais. O material também resgata
parte da história de sociedades de agricultores ceramistas que chegaram ao
território da capital por volta do século X. As peças cerâmicas foram coletadas
em pesquisas arqueológicas realizadas na região entre 1992 e 1995 pelos
arqueólogos Eurico T. Miller e Paulo Jobim e os artefatos líticos (pedras) pelo
arqueólogo Edilson Teixeira, em 2016. Já o segundo módulo traz peças
arqueológicas coletadas em Santa Catarina pelo arqueólogo e padre João Alfredo
Rohr. Entre elas, estão objetos de antigos habitantes da costa e do interior,
os sambaquieiros e os caçadores e coletores da Tradição Umbu. O material inclui
artefatos de pedra, osso e cerâmicas, utilizados para pescar, caçar, fazer
outros instrumentos, preparar alimentos e corantes, além de adornos utilizados
para enfeitar as pessoas. As peças em exposição formam parte da Coleção Padre
João Alfredo Rohr, tombada pelo estado de Santa Catarina em 1984. Dois anos
depois, foi a vez do Iphan reconhecer esse material, com a inscrição no Livro
de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.
Mais informações

CASA DE RUI BARBOSA

Exposição ‘Raimundo Santa Helena’
Até 29/9
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente, 134 – Rio
de Janeiro (RJ)
Até o final de
setembro estará em exposição no hall da Fundação Casa de Rui Barbosa a
exposição Raimundo Santa Helena. O acervo do cordelista paraibano foi doado no
dia 30 de agosto, em uma cerimônia que reuniu amigos, admiradores e familiares
do autor. O material doado conta com mais de 100 folhetos de cordel e parte
dele pode ser conferido na mostra assinada por Sylvia Nemer. 
Mais
informações

Mostra ‘Um Jardim de Tradições’
Mostra permanente
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro
(RJ)
Com uma seleção de
fotos do Arquivo Casa de Rui Barbosa combinada com imagens dos atuais pequenos
frequentadores, a exposição tem como propósito registrar o espírito lúdico e
receptivo do Jardim Histórico. A museóloga do museu-casa Aparecida Rangel
ressalta que o objetivo é “reafirmar o Jardim como forma de lazer e
acolhimento, desde o século XIX, tempo de seu patrono Rui Barbosa, até os dias
de hoje”. Por isso, a iniciativa é tida pelos organizadores como uma forma de
reverência ao espaço cultural. A mostra temática acontece no quiosque do Jardim
Casa de Rui Barbosa, localizado na Rua São Clemente, 134, em Botafogo, no Rio
de Janeiro, e está aberta ao público de terça à sexta-feira, das 8h às 18h,
sendo o horário de funcionamento aos sábados, domingos e feriados, das 14h às
18h. A entrada é franca.
Mais
informações

BIBLIOTECA NACIONAL

Foto: Divulgação

Exposição ‘Euclides da Cunha. Os
sertões, testemunho e apocalipse’
Até 5/10
Endereço: Espaço Cultural Eliseu Visconti – Rua México s/n – Rio de
Janeiro (RJ)
Dividida em quatro
módulos – Os Sertões, Canudos, A República imaginada e a vida
carioca e Canudos 2017 – uma exposição fotográfica sob o olhar de
Joaquim Marçal e Celso Brandão, a exposição percorre uma linha do tempo que
começa em 1830, com o nascimento de Antônio Conselheiro, vai a 1866, quando
nasce Euclides da Cunha; lembra 1888, quando o escritor tenta quebrar sua
espada do Exército à frente do ministro da Guerra e depois desliga-se da
corporação e começa a carreira de jornalista, como defensor da república no
jornal A República de São Paulo, hoje O Estado de S. Paulo; vai até a posse de
Prudente de Morais, primeiro presidente civil, e chega à Guerra de Canudos, em
1896/1897: o primeiro enfrentamento dos seguidores de Antônio Conselheiro com
as tropas do governo da Bahia; os ataques do Exército brasileiro contra o
Arraial de Canudos, que passou a ser considerado foco monarquista; o cerco
final, a morte de Antonio Conselheiro e a rendição final de Canudos, arrasado e
incendiado, em 1897. Estarão expostas 130 peças do acervo da Biblioteca
Nacional, cinco desenhos a carvão de Adir Botelho (pertencentes ao Museu
Nacional de Belas Artes) e 14 imagens de Flavio de Barros, cedidas pelo
Museu da República.
Mais
informações

INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Exposição ‘Brincos da Rainha’
Até 8/9
Endereço: Museu Regional de Caeté – Rua Dr. Israel Pinheiro, 176 – Caeté (MG)
Em comemoração à
padroeira da cidade de Caeté (MG), Nossa Senhora do Bom Sucesso e São Caetano,
o Museu Regional de Caeté/Ibram promove a exposição “Brincos da Rainha”. Na
mostra, serão apresentados os brincos doados por famílias e artesãos da cidade
de Caeté para a imagem da padroeira. A imagem de Nossa Senhora do Bom
Sucesso, de origem portuguesa do século XVIII, tem o estilo
barroco, ornamentos em sua policromia e atributos de prata. Os brincos que
ornam a padroeira da cidade, considerada Rainha de Caeté, trazem, segundo os
fiéis, nobreza e graciosidade para a imagem.
Mais informações

Exposição ‘A Casa da Porta Verde’
Até 10/9
Endereço: Museu Victor Meirelles – Rua Rafael Bandeira – Florianópolis (SC)
A exposição A
Casa da Porta Verde celebra o retorno do museu à sua sede histórica, na
Rua Victor Meirelles, depois de a edificação ter passado por obras de
restauração e ampliação que duraram três anos. Iniciando com a trajetória do
pintor, seus estudos e retratos, e também com os trabalhos de seus mestres, a
sequência da mostra chega às pinturas históricas, buscando propor uma ligação
destas com a própria Casa enquanto patrimônio histórico nacional tombado pelo
Iphan em 1950.
Mais
informações

Exposição ‘Festival de Esculturas do
Rio’
Até 22/9
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia,
Rio de Janeiro (RJ)
O Festival,
idealizado pelo produtor e curador Paulo Branquinho, tem o propósito de
promover o intercâmbio entre artistas de diversas gerações, origens e
linguagens, além de oferecer ao público sensações visuais, táteis e sonoras,
proporcionadas pelas esculturas e instalações apresentadas. Para a elaboração
das esculturas, foram utilizadas como matérias-primas madeira, plástico, aço,
cerâmica e alumínio. Nas mãos dos artistas Ângelo Venosa (RJ), Boris Romero
(Uruguai), Cris Cabus (RJ), Dudu Garcia (RJ), Frida Baranek (RJ), Hans Hoge
(Alemanha), Jesper Neergaard (Dinamarca), Lorena Olivares (Chile), Marcos
Cardoso (RJ) e Susana Anágua (Portugal), as esculturas dão forma a abordagens
sociais, inspirações da natureza, sentimentos e sensações.
Mais
informações

Exposição ‘Nas asas da Panair’
Até 29/9
Endereço: Museu Histórico Nacional – Praça Mal. Âncora s/n – Rio de Janeiro
(RJ)
Sob curadoria da
historiadora Mariza Soares, a mostra apresenta itens da coleção criada em 2017
como resultado de uma parceria entre a empresa Panair do Brasil e a Família
Panair, uma associação que reúne antigos funcionários da companhia. Ao longo de
um ano, foram coletados quase 700 peças, entre objetos e material de divulgação
impresso. Quase todos contribuíram com folhetos, medalhas comemorativas,
uniformes, adereços, louça, maletas de mão, brindes, fotografias, fitas e CDs
com entrevistas, outros tipos de documentos e pequenos luxos – como protetor de
caneta tinteiro, guardanapo de linho e talher de prata dos “tempos da Panair”.
Alguns objetos foram adquiridos nos leilões de liquidação da empresa.
Mais informações

Exposição ‘Diário de Cheiros:
Affectio’
Até 29/9
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia,
Rio de Janeiro (RJ)
A instalação
Affectio é construída por seis mesas de aço corten com ânforas olfativas feitas
em vidro soprado, técnica que a artista Josely Carvalho abraçou desde 2016 e
que continua a desenvolver nos estúdios do Urban Glass, em Nova York. Cada
ânfora recebe o nome do cheiro criado pela artista com o apoio da Givaudan do
Brasil e da empresa Ananse. São eles: “Pimenta”, “Lacrimæ”, “Barricada”,
“Anoxia”, “Poeira” e “Dama da Noite”. Este último, contudo, ganha uma sala
especial no MNBA, na cor tonalidade carmim, que, segundo a artista, remete à
sensibilidade, à potência e à força feminina, entendidas aqui como possível
opção de mediação de conflitos. A mostra é um desdobramento de Teto de Vidro: Resiliência, que foi
exibida no ano passado no Museu de Arte Contemporânea – MAC USP e concorre,
junto de outros cinco projetos, ao The Art and Olfaction Awards 2019, premiação
internacional que celebra e premia artistas e perfumistas experimentais e
independentes.
Mais
informações

Exposição ‘Melvin Edwards’
Até 27/10
Endereço: Museu da República – Rua do Catete, 153 – Rio de Janeiro (RJ)
Nascido nos Estados
Unidos em 1937, Melvin Edwards se tornou célebre por suas esculturas abstratas
de metal em aço. Em suas obras, ainda que abstratas, as ferramentas agrícolas
como memória de sua infância no sul dos Estados Unidos estão presentes, além de
correntes que podem remeter, segundo o artista, aos elos de conexão entre as
pessoas. Nesse sentido, a exposição tem como objetivo explorar diferentes
vertentes do trabalho do escultor, criando um leque de raciocínios desenvolvido
pelo artista ao longo dos anos de pesquisa. Reconhecido como pioneiro na arte
contemporânea afro-americana, Melvin Edwards funde engajamento político com
abstração, produzindo objetos densos, fortes e carregados de significados. Sua
obra procura conciliar o interesse na abstração com a satisfação por contar a
história da cultura negra, buscando o diálogo com as lutas históricas e
contemporâneas. A exposição inclui obras de aço, como “Boa sorte, primeiro dia”,
típicas do estilo do artista, mas também aquarelas que dialogam com o peso do
metal.
Mais informações

Exposição ‘Culturas Africanas – arte,
mitos e tradições’
Até 9/11
Endereço: Museu da Abolição – Rua Benfica, 1150 – Recife (PE)
Em forma de
releitura de máscaras, escudos, objetos rituais de uso lúdico e utilitário da
África, a exposição apresenta, também, algumas peças originais de vestuário da
nobreza tradicional africana. A mostra é resultado dos trabalhos realizados por
16 pesquisadores do CAC sobre modelagem em argila. O projeto tem a direção
da professora Suely Cisneiros Muniz, da UFPE, e orientação e curadoria do
professor Paulo Lemos de Carvalho, pesquisador em antropologia da arte
tradicional africana, além dos 16 pesquisadores do CAC.
Mais
informações

Exposição ‘Entre o acervo e o estúdio’
Até 1/12
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia,
Rio de Janeiro (RJ)
O Museu Nacional de
Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugurou a mostra da artista gaúcha, Marilice Corono,
‘Entre o acervo e o estúdio’. De acordo com a artista, a seleção das 32 obras
que integram a exposição foi determinada pelo estudo dos gêneros, pelo caráter
autorreferencial da maior parte das imagens, pela qualidade que apresentam e
por aspectos afetivos e pessoais. Na exposição, algumas pinturas tornaram-se
significativas, como a publicação ‘Iniciação a Pintura’ (1976) de um dos
pioneiros da restauração no país, Edson Motta, professor de teoria, técnica e
conservação da pintura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) entre
os anos de 1945 e 1980 e autor de livros essenciais para a formação da artista.
Com carreira iniciada na década de 1990, Corono já integrou mostras coletivas
em vários estados do Brasil. Desde 2005, a artista realiza projetos de
exposição que têm como tema o próprio espaço onde as obras são apresentadas.
Além de artista visual, ela é professora de pintura do Instituto de Artes da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Mais
informações

Exposição ‘Contextos Afro Digitais’
23/3/2020
Endereço: Museu do Açude – Estrada do Açude, 764 – Rio de Janeiro (RJ)
A mostra exibe cerca
de 20 instalações inéditas, em chapas de aço expostas ao ar livre, nos jardins
do museu. São girafas com 3,5m de altura, elefantes e polvos gigantes, além de
outros bichos em exibição no espaço. A mostra também tem o objetivo de
estimular o lúdico nas crianças, que poderão fazer sua própria obra de arte,
reproduzindo um megabicho em papelão. Marcos Scorzelli é carioca, formado em Design
pela PUC Rio e começou a carreira inovando em projetos de arquitetura como
designer de interiores corporativo e de cenografia. Com seu pai, criou a
Scorzelli Arquitetura e Design em 1993 e, ao longo de 23 anos, recebeu vários
prêmios por projetos corporativos desenvolvidos para grandes empresas. Fotógrafo
amador, é apaixonado pelo Rio. Desenvolveu sua linguagem vivenciando a natureza
e explorando todos os cantos da capital fluminense.
Mais
informações

Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania


Fonte: Cultura